Do DN:
Steve Irwin tornou-se famoso a desafiar animais perigosos: abria a boca dos crocodilos e metia lá a cabeça, num autêntico truque de circo; sentava-se nas costas desses animais como se eles fossem mansos cavalos; lutava com dragões-de-komodo e fazia hábeis malabarismos com cobras venenosas. Tudo isto sempre com um sorriso nos lábios e ao mesmo tempo que comentava as arriscadas acções para as câmaras de televisão. E foi exactamente assim que o australiano, conhecido como Crocodile Hunter (Caçador de Crocodilos), morreu ontem: Irwin foi atingido pela cauda de uma raia quando filmava mais um dos seus programas na Grande Barreira de Coral, na Austrália.A morte de Steve Irwin não deixa de estar envolta em alguma ironia. Antes de mais porque um homem que desafiava crocodilos foi morto por uma inocente raia. "É algo que acontece uma vez num milhão", explica Ben Cropp, especialista em vida aquática. "É um acto defensivo." E irónico também porque Irwin se encontrava com Phillippe Cousteau, neto de Jacques Cousteau, a filmar um programa intitulado Ocean's Deadliest, sobre os mais mortíferos animais que habitam os oceanos.Ontem, como as más condições atmosféricas não permitiam avançar com esse projecto, decidiu fazer algumas cenas para um novo programa de televisão para crianças que estava a preparar especialmente para a sua filha mais velha, Bindi, de oito anos. "Ele mergulhou por cima de uma raia que estava enterrada na areia. De repente, a raia levantou a cauda e atingiu-o no pescoço", contou aos jornalistas John Stainton, o seu manager, acrescentando: "Morreu a fazer aquilo de que mais gostava. Estava feliz e em paz."Nascido em Melburne, há 44 anos, Steve Irwin cresceu na região de Queensland, onde os pais tinham um pequeno parque de répteis. Ainda jovem, começou por oferecer os seus serviços de tratador de crocodilos aos habitantes das zonas residenciais onde os grandes répteis encontram regularmente abrigo. Em 1992, Irwin começou a aparecer na televisão apresentando Crocodile Hunter, um programa onde desafiava os répteis mais perigosos com paus, mostrando ao mundo como estes animais podem até ser amigáveis e divertidos. Sempre de calções e camisa caqui, o aventureiro Irwin tornou-se famoso em todo o mundo, sobretudo nos 130 países que exibiam o seu programa. Foi várias vezes convidado de Jay Lenon, Conan O'Brian e Oprah Winfrey, e chegou a fazer uma breve participação no filme Dr. Doolittle 2 (2001), com Eddie Murphy.A vida do proprietário do jardim zoológico de Queensland foi mesmo tema de um filme, The Crocodile Hunter: Collision Course, realizado em 2002 por John Station. Arranhado, mordido, ferido, Steve Irwin exibia cada mazela como um troféu: "Crikey, quase me apanhou", era o seu grito de guerra. Mas nem sempre as suas ousadias foram elogiadas: em 2004, Irwin deixou-se filmar enquanto alimentava um crocodilo de quatro metros com o seu filho de apenas de meses, Bob, no colo. Steve Irwin defendeu-se dizendo que era preciso educar as pessoas para os perigos da natureza. A sua audácia custou-lhe a vida.
Steve Irwin tornou-se famoso a desafiar animais perigosos: abria a boca dos crocodilos e metia lá a cabeça, num autêntico truque de circo; sentava-se nas costas desses animais como se eles fossem mansos cavalos; lutava com dragões-de-komodo e fazia hábeis malabarismos com cobras venenosas. Tudo isto sempre com um sorriso nos lábios e ao mesmo tempo que comentava as arriscadas acções para as câmaras de televisão. E foi exactamente assim que o australiano, conhecido como Crocodile Hunter (Caçador de Crocodilos), morreu ontem: Irwin foi atingido pela cauda de uma raia quando filmava mais um dos seus programas na Grande Barreira de Coral, na Austrália.A morte de Steve Irwin não deixa de estar envolta em alguma ironia. Antes de mais porque um homem que desafiava crocodilos foi morto por uma inocente raia. "É algo que acontece uma vez num milhão", explica Ben Cropp, especialista em vida aquática. "É um acto defensivo." E irónico também porque Irwin se encontrava com Phillippe Cousteau, neto de Jacques Cousteau, a filmar um programa intitulado Ocean's Deadliest, sobre os mais mortíferos animais que habitam os oceanos.Ontem, como as más condições atmosféricas não permitiam avançar com esse projecto, decidiu fazer algumas cenas para um novo programa de televisão para crianças que estava a preparar especialmente para a sua filha mais velha, Bindi, de oito anos. "Ele mergulhou por cima de uma raia que estava enterrada na areia. De repente, a raia levantou a cauda e atingiu-o no pescoço", contou aos jornalistas John Stainton, o seu manager, acrescentando: "Morreu a fazer aquilo de que mais gostava. Estava feliz e em paz."Nascido em Melburne, há 44 anos, Steve Irwin cresceu na região de Queensland, onde os pais tinham um pequeno parque de répteis. Ainda jovem, começou por oferecer os seus serviços de tratador de crocodilos aos habitantes das zonas residenciais onde os grandes répteis encontram regularmente abrigo. Em 1992, Irwin começou a aparecer na televisão apresentando Crocodile Hunter, um programa onde desafiava os répteis mais perigosos com paus, mostrando ao mundo como estes animais podem até ser amigáveis e divertidos. Sempre de calções e camisa caqui, o aventureiro Irwin tornou-se famoso em todo o mundo, sobretudo nos 130 países que exibiam o seu programa. Foi várias vezes convidado de Jay Lenon, Conan O'Brian e Oprah Winfrey, e chegou a fazer uma breve participação no filme Dr. Doolittle 2 (2001), com Eddie Murphy.A vida do proprietário do jardim zoológico de Queensland foi mesmo tema de um filme, The Crocodile Hunter: Collision Course, realizado em 2002 por John Station. Arranhado, mordido, ferido, Steve Irwin exibia cada mazela como um troféu: "Crikey, quase me apanhou", era o seu grito de guerra. Mas nem sempre as suas ousadias foram elogiadas: em 2004, Irwin deixou-se filmar enquanto alimentava um crocodilo de quatro metros com o seu filho de apenas de meses, Bob, no colo. Steve Irwin defendeu-se dizendo que era preciso educar as pessoas para os perigos da natureza. A sua audácia custou-lhe a vida.
